segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Vencida pelo fracasso ou Crônica de um dia perdido #

E então, qual seria a forma mais provável e simples de acabar de vez com uma vida? Não sabia.
Olhou ao redor. Merda! Teria que arrumar todo o quarto outra vez, mas não sentia a mínima vontade se retirar da frente do computador. O quarto que esperasse.
Digita mais algumas palavras difusas, salva o rascunho. Aquele e-mail... Só mais um para adicionar à lista de rascunhos nunca enviados.
Precisava desabafar, contar para ele o que pensava daquilo tudo... No fundo, sabendo que ele nunca iria se quer pensar em se importar com aquilo, recusava-se a enviar. Tempo perdido. Nunca as enviava, e as frases ficavam ali. Reclusas, anônimas, impassíveis.
“Ótimo, chegamos ao ponto final desta. O que significa mais um ponto contínuo para as sei lá quantas de amanhã” sorri satisfeita antes de pronunciar um tanto quanto séria “Amanhã, juro que as enviarei” pensa melhor “Não, são muitas, ele não vai ler... E não tenho como escolher uma só, pois todas são especialmente importantes”.
Olha para a cama coberta por lençóis amarrotados. Caneta, lápis, borracha, cadernos, livros, papéis, rascunhos... Era a isso que sua vida havia se resumido. Rascunhos bobos. Bobos e cruelmente dolorosos.
Pega o copo de água, engole-o de uma vez. Insossa, crua, desagradável. Há muito tempo ela não estava bem. Nem um pouco bem.
Grampeia alguns papéis soltos, pega os livros. Precisa estudar algo além de suas decepções infundadas.
E seu erro sempre fora acreditar demais nas possibilidades que nunca existiriam. Sempre fora assim. Não agora.
Lamentou-se por não ter deixado uma carta suicida antes de sair pela porta. Seria quase divertido ver as reações seguintes. Na verdade já havia morrido. Por dentro.
Mas não romperia o ciclo do sangue nas veias empoeiradas, não. Apenas se enfiaria nos livros por quanto tempo houvesse de ser. Esperava que o cansaço a fizesse dormir. Mas não o fez.

Créditos: J. maia

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

não sei qual seria o título certo pra este.. #

Pessoaas, terminei o conto. Finalmente!
Como já era de se esperar, não consegui terminar nas 10 linhas e fui parar na 26ª. kkkkkkkkkkk
Mas, enfim, estive ocupada procurando um fim lecaal pra meus personagens e depois de acabar com toda minha criatividade por lá, não sei mais o que postar. Então, vou só deixar mais uns pedacinhos de conto pra vocês e depois posto algo como uma sinopse, não sei. (:


E parecia extremamente embaraçado com aquilo. Por mais que tentasse sorrir, os olhos divertidos não estavam mais lá. Tanto que eu quis fazer algo para deixá-lo bem de novo. Tanto que o abracei, meio inconsciente de meus movimentos lentos, e posicionei meus dedos já frios de surpresa e medo ao redor de seu pescoço longo e alvo e... Ele tinha um cheiro tão bom! Tão bom que não consegui entender quando ou como... Lá estávamos nós, nos beijando.


Olhar ao redor me trazia calafrios, maiores do que os que as roupas molhadas estavam me causando. O dia em que ele me levou até lá. Aquelas paredes pareciam estar vivas; eram nossas testemunhas. Testemunhas de nosso amor insano, de nossas tardes loucas e lindas. Loucamente lindas. E felizes.

(...)

Acordei com uma fisgada forte nas veias. Meu sangue parecia estar congelando e eu tentava inutilmente abrir meus olhos. (...) Passos circulares ao redor de mim, mais fisgadas, furos em minhas artérias... Não conseguia compreender nada. Sentia como se houvesse gelo dentro das veias ao invés de sangue.

Não sabia se estava imaginando coisas ou sonhando. Lembro apenas da sensação estranha de estar deitada em um lugar estranho e sem conseguir abrir os olhos. As vozes ainda lá. Dessa vez, outras vozes.

Não. Não podia ser real, nem podiam ser minhas lembranças. As coisas começavam a parecer claras demais, audíveis demais. Nunca reais. Impossível.




sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A dor se vai. O vazio fica. #

Depois de anos sendo duramente massacrada por um tipo de sentimento redículo e extremamente cruel que em nada me ajudou nesse tempo todo além de me dar inspirações tolas pra preencher meu diário... Agora o tédio tem sido a parte mais forte de mim, me fazendo largar as memórias todas de lado por preguiça de chorar e escrever as mesmas frases depressivas de sempre.
Mas, sabe, me sinto pior. Me sinto tão vazia! Muito mais do que antes. Feito uma boneca oca; vivendo em função da farsa e do tempo sem sentido compartilhado com a tela do computador, ou a luz fraca e fluorescente do quarto.
Não sei o que eu realmente preferiria sentir agora, mas estou certa de que não seria da forma como estou me sentindo.

Desabafo bobo e sem razão. Não importa.
Então, pra que isso aqui não fique tão chato e egoísta, vou deixar mais um pedacinho do que tenho escrito, e dizer a vocês que, felizmente, já estou na 8ª pag. õ/

E minha parte feliz acaba sendo minha história infeliz. :$

Não sei por quanto tempo exatamente caminhei em silêncio, mantendo os olhos fechados, sem destino. E quando abri os olhos o que encontrei foram árvores, musgo, desespero, resquícios do blush e sombra preta nas mãos que usei para tentar conter as lágrimas. Então vieram os gritos, o choro, os soluços cortantes... Neve e frio, o medo fazendo peso sobre minhas pálpebras cansadas. Anoitecia.

Estava assustada e perdida, mas não pensei em voltar.

Fechei meus olhos. Minto. Apertei-os, e sobre eles pus minhas mãos fechadas em punho. Me esforcei, tentei e parei por uns dez segundos para logo em seguida tentar mais. Precisava das lembranças para suportar o frio, precisava delas para conseguir caminhar por mais tempo sobre meus pés mortos, para manter meu sangue pulsando nas veias solitárias.

Créditos: J. Maia. #B

Eu pergunto, tu perguntas... eles perguntam. #

Olá pessoas!
Estou aqui pra falar sobre o formspring.me. Nova mania da galera. ;D
Se você ainda não tem o seu, ou não tá ligado ainda no que consiste esse novo website, eu explico.
É o seguinte: você pode seguir as pessoas (e vice-e-versa) e daí você faz e responde perguntas pessoais aleatóriamente.
Como já disse AF., recente usuário do webs.,"é a nova modinha. As perguntas mais frequêntes são -você é virgem?; -você é gay?; e por aí vai..."

Minha opinião é que é algo realmente interessante pra se fazer. Anulando a parte de que as pessoas quase nunca se assumem e ficam sempre fazendo perguntas idiotas ou pessoais demais pelo anonimato, é uma chance de conhecer melhor as pessoas e deixar que elas te conheçam (ou se divertir mentindo ou dando respostas que supere a bizarrice das perguntas.. kkkkk').
Eu, particularmente, não faço perguntas anônimas e nem costumo mentir nas respostas. Se algo é pesado demais, eu simplesmente não respondo; mas, uma vez que respondo, me comprometo com minhas verdades. ;D

Por fim, vai aqui meu TOP 10 - perguntas e respostas da ruuiva, pra vocês. 8)

1 - Qual é a coisa mais generosa que você já fez?

Fingi que acreditei quando um amigo meu disse pra mim que era mutante. \e juro que ele falava sério. :O 'kkkkkkkkkkkkkk

2- arriscar ou desistir?

arriscar. Se não der certo, aí a gente desiste. ;D

3- pensa ou faz?

penso. Depois faço. (:

4- qual é seu tipo?

B. (:

5- O que mais te revolta no mundo ao teu redor? O que tu mudaria se pudesse? (: by vanessafranca

muitas coisas, acho até que já respondi uma pergunta parecida por aqui.
A fome, a miséria, os atuais desastres naturais que são causados justamente por conta da forma como nós humanos agimos com a natureza... Enfim, o que eu mudaria seria a INSENSIBILIDADE, pois acredito que ela é a causadora de todo o resto. Se fôssemos sensíveis e empáticos em relação às pessoas, ao mundo em geral, nos preocuparíamos mais em transformar o caos no qual temos vivido em um mundo melhor. (:

6 - Você se considera uma pessoa normal? by jessicabezerril

NÃO. não muito.
mas eu sou legal. valee? *-* kk'

7 - "Ser inteligente é escutar a razão, ser estúpido é escutar o coração." - Ser estúpido ou ser inteligente?

Ser loucamente insano é bem melhor. Os loucos são surpreendentemente inteligentes ao mesmo tempo em que compreendem as mensagens estúpidas do coração. A razão não é algo definitivo no caminho da inteligência não, pelo menos é assim que eu penso.
Razão demais fortalece o ego, faz a gente pensar que sabe demais sobre as coisas, nos faz pensar que sempre escolheremos as alternativas corretas. Não sou adepta do correto. Acho que não. :P
Então, sugiro o EQUILÍBRIO. (:

8 - Um alguém pra estar contigo numa ilha deserta seria? (66' by stefanyariadley

é variável, por enquanto. Ainda não encontrei nehum candidato pertencente ao mundo real. 8-) hihi /no mais, alguém que tivesse boas idéias de sobrevivência, pra que não acabássemos lá, sozinhos e romanticamente morrendo de fome. 'kkkkkkkkk

9 - no seu blog tem umas coisas diferentes, meio suicídas (rsrs). você é assim mesmo assim ou é só pressão?

Suicídas? :O 'não, não é esse o plano quando posto no blog não. é que acho que há algo realmente muito fascinante nessa parada de exageros, eu gosto da forma como se pode descrever os sentimentos da forma mais intensa possível. Como já disse em um de meus posts, gosto de escrever sobre loucuras, coisas fora do normal mas que remetem à vida de pessoas que, de fato, dedicam-se ao amor e talz. Algumas maluquices realmente se passam em minha mente as vezes, mas a maioria é só parte de algumas idealizações exageradas que eu aprecio, e que, a propósito, não faria. (:

10 - Qual é a coisa em você mesmo que provavelmente deveria jogar fora mas que nunca jogará?

o coração ou o cérebro ? ' algo como uma combinação imediata entre a prolixidade, insanidade e o tédio. mas são coisas realmente produtivas, no meu caso, então.. érr, nunca jogarei fora. 8)


Como vocês podem notar, predominam os anônimos por aqui. E a pergunta que não quer calar...: Quem são os anônimos? 8-)

Bem, vou ficando por aqui. E, se tiverem perguntas, ASK me em: formspring.me/J.Maia. Garanto que respondo. ;P

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

nametade. #

pessooas, estou na 5ª página. A metade, já que meus planos são pra 10 pags. :F
Preciso achar algo interessante pra o climax e, naturalmente, um fim.
Eu tô tão empolgada com meus personagens! A bizarrice deles me fascina! kkk' õ/

aí vai maais um pedacinho pra vocês, amores. ;*

Árvores de natal surgindo das janelas de vidro quase que inteiramente cobertas pela neve, os telhados brancos, a grama recheada de água e gelo... Mas já era dezembro?
Acho que ainda haviam algumas flores primaveris na última vez que passei por aquele mesmo caminho, fugindo da dor, escondendo os hematomas sob os dedos trêmulos. Pisei-as enquanto caminhava de volta da queda. Ou teria arrancado suas raízes na tentativa inútil de escapar do abismo? Não sei. E elas não estavam disponíveis a me contar agora. A neve tampou seus ouvidos frágeis, impedindo-as de me ouvir.

Pensei em voltar, usar um casaco quente, calçar minhas botas sombrias. Desisti. Talvez não houvesse mais tempo pra isso. Acabei por enterrar minhas sandálias na lama de jardim e neve e seguir pelas ruas úmidas enquanto sentia as primeiras gotas de chuva se confundirem com minha legião de lágrimas.

Créditos: J. Maia (:

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Só pra não perder o costume.. #

Minha gente liinda, tô tentando escrever uma história aqui. Tô na terceira página, e quero chegar a no mínimo umas dez. Um projeto pequeno... Um conto, talvez. :F
Uma coisa meio louca, que misture traços de romance, loucura, memórias... medo e fé. Algo comum. comumente inComum.
Porque adoooro histórias surpreendentes com vampiros e lobisomens, sou muito chegada em piratas e fantasmas, seres de outro mundo.. enfim. Mãas, eu considero ainda meu palpite de que histórias comuns podem ser tão intensificadas a ponto de se distanciarem por inteiro do real. Então, é isso. Quando terminar, ou pensar em alguma outra coisa pra postar, volto aqui.

Por agora, vai um pedacinho do que comecei. ^^

As coisas haviam ficado estranhas desde a última vez que nos vimos.
Eu ainda carregava em cada braço as lembranças roxas dos empurrões que ele me dera após sentir seu sangue ainda quente escorrendo pela bochecha esquerda. Minhas unhas esmaltadas, pretas, não conseguiam estancar a memória de meus dedos manchados com o sangue dele. Naquela noite, deixamos pra trás todos os limites. Sabíamos disso.
(...)
E, estranhamente, nosso amor ainda estava ali; junto à pele recém estraçalhada e às unhas sujas de pele e sangue; ainda ali, rondando os braços doloridos e o suor escorrendo testa a baixo, bem perto dos cabelos histericamente desalinhados... Ainda que nossas bocas se movimentassem frenéticas deixando escapar as piores injúrias – nossas fotos testemunhando sorridentes ao impasse nada promissor – nossos olhos nada diziam; nada faziam além de nos lembrar a que ponto causticante estávamos chegando.

Beijos, amoores.
Ruuiva. #B

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Quebradeprivacidade # /2

Ando sumindo, e deixando meu adorado blog de lado o tempo todo nesses últimos tempos... ;X Mas estou voltando por esses dias; pelo menos durante as próximas duas semanas estarei por aqui. :D então, como não consegui pensar em nada mais interessante pra escrever, vamos a mais um QUEBRADEPRIVACIDADE. Espero que gostem. :F

E eu nem sei como posso ser tão boba.. mas sou.
Sabe, todas as coisas loucas em que tenho pensado... Não consigo passar pra o papel; estou mais desconcentrada do que nunca. Tensa, vazia.
Não consigo deixar de idealizar, conversar com o espelho, declamar Shakespeare, ler poesia... Fechar os olhos e lembrar o rosto incansável de sempre, pensar sobre isso todas as noites antes de repetir pra mim mesma que está acabado e voltar a pensar. Adormecer com olhos e sorrisos em mente.
A verdade é que não consigo dormir, nem me concentrar em algo realmente produtivo. então, fico aqui escrevendo besteiras. ;X

Créditos: meu diário pessoal - 28 de dezembro, 2009.


Então, vamos lá...
Minhas férias foram relativamente entediantes. Sempre são.
Mas houve frio, chuva, os dedos congelando, a brisa gélida cortando minha pele empalidecida pelos dias de pouco sol, a chuva fazendo barulho no telhado, o vento forte arrebentando as portas, as árvores remoendo lá fora.. Essa foi a parte relevante de minhas férias; a parte que passei reclusa da vida urbana, com meus avós.
Um tanto quando produtiva, visto que me envolvi em alguns projetos relativos às coisas que escrevo (depois detalho mais).
Enfim... Férias mesmo (pra viajar e tirar sei lá quantas fotos por aí) só na semana santa. Espero que meus pais não mudem de idéia até lá.

Beeeijos,
Ruuiva. #B